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DR. Tadeu Adamowicz é o 1º dentista formado de Cândido de Abreu

01 JAN 2015
01 de Janeiro de 2015


DR. Tadeu Adamowicz é o 1º dentista formado de Cândido de Abreu

O primeiro consultório odontológico foi realizado nas dependências do Sindicato Rural de Ivaiporã

O dentista Tadeu Roberto Adamowicz atua em Cândido de Abreu há mais de 40 anos

O dentista Tadeu Roberto Adamowicz atua em Cândido de Abreu há mais de 40 anos


O cirurgião dentista Tadeu Roberto Adamowicz é filho dos pioneiros Clemente e Lila Adamowicz, e nasceu em Cândido de Abreu em 9 de maio de 1944. Casado, há 41 anos, com Haidee Evangelista Adamowicz, tem três filhos: Marcos Roberto, Sérgio Ricardo e Taísa, e um neto. Em entrevista, ele conta um pouco da própria história no município e também do pai dele – Clemente Adamowicz, que foi o 4º prefeito do município.

 – Os seus pais nasceram em Cândido de Abreu ou vieram de outra região para colonizar?
Tadeu Adamowicz -
 Nasceram aqui, em Cândido de Abreu. O meu pai Clemente Adamowicz e a minha mãe Lila nasceram em Cândido de Abreu, enquanto o meu avô paterno José Adamowicz veio da Polônia e se estabeleceu na comunidade de Apucaraninha, perto do Areião.

– O seu avô contava o motivo pelo qual veio para o Brasil?
Tadeu Adamowicz –
Provavelmente, ele fugiu da I Guerra Mundial, em 1918. O Governo brasileiro estava assentando os imigrantes nessa região, assim como foram assentados os franceses na região de Tereza Cristina. Os poloneses foram assentados na região do Apucaraninha.

 - Qual atividade desenvolvida pela família na região do Apucaraninha?
Tadeu Adamowicz –
 A minha família veio trabalhar na agricultura, mas o meu avô começou trabalhar com frete. Foi o primeiro desbravador da estrada de Ponta Grossa a Cândido de Abreu. Trabalhava com um carroção que era tocado por oito cavalos. O meu pai trabalhava como comerciante, em Apucaraninha. Primeiro, ele trabalhou como empregado de um senhor que tinha uma bodega. Hoje, seria um mercadinho e, quando o meu avô começou viajar, o meu pai começou ir com ele. Com os negócios dando certo, eles compraram o primeiro caminhão que entrou em Cândido de Abreu. Na época, era conhecido como Ramona – um caminhão Chevrolet pequeno. Depois, ele comprou um caminhão Studebaker e com ele viajou por diversos anos.

 - E quais produtos eram transportados?
Tadeu Adamowicz:
 Ele levava cereais e porcos. De lá, trazia açúcar, farinha e gêneros de primeira necessidade.
- Quais são as primeiras lembranças da infância em Cândido de Abreu? 
Tadeu Adamowicz –
 Nasci aqui onde é o município, porque meu pai, quando casou com a minha mãe, adquiriu a serraria que era do avô materno. A serraria tinha como firma o nome de Adamowicz & Pachulski, e sei que o meu pai comprou a parte dos outros herdeiros e fez a sociedade com meu tio Ricardo, e tocaram por anos a serraria. Ela trabalhava com serra tico-tico e tocada por roda d’água, que ficava às margens do Rio Baile. Naquela época, a água do Rio Baile era suficiente para tocar uma serraria. E tocaram por 11 anos...
Naquela época, tinha 30 casas. Lembro que, para entrar na cidade, tinha uma porteira e a escola onde estudei, no primeiro ano, onde fica a Escola Élio Marques, que era a única escola de Cândido de Abreu, e estudei no Rio do Baile. Depois do primeiro ano primário, me mudei para Ponta Grossa com o falecimento da minha mãe, que tinha 29 anos e eu 7 anos. Éramos em 4 irmãos.
O meu pai ficou em Cândido de Abreu cuidando da serraria e os filhos se mudaram para Ponta Grossa, onde fomos criados por uma tia – irmã do meu pai, e pelo meu avô José Adamowicz e Elisbieta Adamovictz. Quando o meu pai começou a trabalhar com o transporte, mudou-se para Ponta Grossa e os filhos foram juntos – menos o meu pai que ficou morando em Cândido de Abreu.

- Como foram os estudos em Ponta Grossa?
Tadeu Adamowicz -
 A partir do segundo ano, estudei num Colégio Interno Sagrado Família, em Ponta Grossa. Eram muitas crianças para a minha tia e os meus avós cuidarem, e cursei o 2º ano primário. Sai de lá de fui para Castro, estudar em colégio interno também, e fiz o 3º e o 4º ano no Colégio Instituto Cristão. Voltei para Ponta Grossa e estudei no Colégio Regente Feijó, onde fiquei até o 3º ano do ginásio. Voltei a estudar no Colégio Santa Cruz de Castro e terminei a 8ª série do ginásio. Voltei para Ponta Grossa, onde fiz a Escola Técnica de Comércio para exercer a função de contador. Estudei até o 2º ano e tive que parar para servir ao Exército, no Rio de Janeiro.

- Nessa época, como mantinha contato com o seu pai?
Tadeu Adamowicz –
 O nosso contato era muito vago, porque fiquei a minha infância e juventude praticamente no colégio interno. Víamos-nos muito esporadicamente, quando ele ia levar madeira em Ponta Grossa, ou nas férias, quando eu vinha para Cândido de Abreu. Voltei a ter mais contato com ele, quando me tornei adulto e voltei para Cândido de Abreu.

 – Fez a faculdade antes de voltar para Cândido de Abreu?
Tadeu Adamowicz –
 Depois que terminei a Escola Técnica de Comércio, comecei a trabalhar como contador e a cuidar de algumas firmas. Inclusive, em Cândido de Abreu. Depois, fiz Odontologia, em Ponta Grossa, e me formei cirurgião dentista em 1970. Inicialmente, abri um consultório em Ponta Grossa, onde trabalhei por quase quatro anos. Em seguida, surgiu a oportunidade de trabalhar em Cândido de Abreu.
João Samuel Rodrigues fundou o Sindicato Rural e precisava de um dentista em Cândido de Abreu, porque não havia no município. Fui o primeiro dentista formado que veio morar em Cândido de Abreu – em 1974. Até então o atendimento era feito apenas por três dentistas práticos.
Quando cheguei a Cândido de Abreu, fiquei durante 13 anos como único dentista do município e atendia entre 30 a 40 pessoas por dia. Fazia extração, restauração e canal.

 - Nessa época, o seu pai estava envolvido com a política? 
Tadeu Adamowicz -
 Meu pai sempre gostou de política, se dava muito bem com as pessoas e achava que tinha que ser prefeito ou vereador. Ele acabou entrando na política pelos amigos e sempre foi da oposição. Ele concorreu como opositor ao ex-prefeito Ari Borba Carneiro. Quando meu pai se elegeu vereador, Cândido de Abreu não era município. Ele foi vereador por Reserva e ia às sessões da Câmara de Vereadores a cavalo. O meu pai foi o 4º prefeito da história de Cândido de Abreu. Ganhou a campanha como oposição a Ari Borba e Juca França. Ele foi eleito, em 1968, e assumiu, no ano seguinte, tendo ficado até 1972. Quando vim para Cândido de Abreu definitivamente, o meu pai tinha cumprido o mandato dele e feito o sucessor, que era João Ernesto Rodrigues, que foi secretário do meu pai.

 – Qual foi a maior conquista do seu pai para Cândido de Abreu?
Tadeu Adamowicz –
 Como prefeito, foi arrumar as estradas com uma patrola. Era o que tinha na época. Além disso, trouxe 8 professoras normalistas a Cândido de Abreu – era o equivalente ao magistério, o que beneficiou Marumbi, que era um pequeno, pobre e distante do município. Ele lutou muito pela educação do município...

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